25/11/2012

Palm Zire 72 - como um gadget antigo ainda pode ser útil - parte 1

Como mencionei no último artigo, estou me desfazendo dos gadgets antigos e que estavam parados aqui em casa. Entre eles foi meu querido Palm Zire 72s, um dos melhores gadgets que já tive.

E como ele ainda pode ser útil a alguém ainda hoje, onde existem smartphones infinitamente mais poderosos e com mais funções? Antes de explicar, vou contar a história e minha relação com a (falida) Palm.

A muitos anos atrás eu trabalhava como técnico de campo em uma empresa de tecnologia. Eu sempre fui ligado em tecnologia e já naquela época eu "namorava" os Palms. Porém, como nunca havia experimentado um, tinha dúvidas sobre a real utilidade deles e seus preços eram muito altos para embarcar numa aventura e arriscar às cegas.

Porém, não tinha jeito, era destino mesmo eu cruzar com essas máquinas. A Lexmark criou uma promoção onde quem comprasse uma multifuncional, receberia junto um Palm Zire 21. Esse aí debaixo:


Palm Zire 21 - aparelho simples, com tela monocromática, mas eficiente e produtivo
Felizmente acabei ganhando essa multifuncional de presente e o Zire 21 veio junto. Obviamente a impressora era o presente funcional e o Zire 21 seria o brinde, mas foi engraçado "jogar" a multifuncional de lado e satisfazer a curiosidade de conhecer um Palm.

Lembro que ainda tive que esperar umas duas horas pela carga inicial, já que o aparelho vinha totalmente descarregado. O Zire 21 era o modelo mais simples da Palm na época, com uma tela monocromática de 160x160 pixels, apenas 8MB de memória interna e CPU de 126Mhz (uma ressalva aqui, onde mesmo sendo uma CPU simples, era muito superior às gerações passadas, que não chegavam aos 20Mhz). Porém, o essencial dos aparelhos da Palm estavam ali: funcionalidade, praticidade, simplicidade.

Palm Tungstein E - bom aparelho, voltado à produtividade

Como citei anteriormente, eu era técnico de campo, anotando todos os meus chamados numa agenda. Passei a usar o Palm nessa função. Precisei de um pouco de treino, mas acabei ficando craque em desenhar as letras e "escrevia" muito rápido no Palm.

E essa mudança foi muito benéfica para mim. Eu não precisava mais andar com duas agendas quando uma ficava cheia para consultar chamados antigos. Além disso, a pesquisa nos aparelhos da Palm era excelente. Você quase que instantaneamente recebia retorno das pesquisas que realizava. Conferir informações de chamados antigos (algo que fazia com muita frequência) era rápido e fácil.

Agora que tinha certeza que os Palms eram úteis para mim, resolvi fazer um upgrade: vendi o Zire 21 para um amigo (também técnico de campo) e comprei um Zire 72s.

Palm Zire 72s


Este era um aparelho bastante superior ao Zire 21, com uma tela colorida de 3" com resolução de 320x320 pixels, 32MB de memória, processador de 312MHz (rapidíssimo para sua categoria), bluetooth e câmera de 1.2MP.

O Zire 72s passou a ser meu organizador pessoal e central multimídia, pois ainda o usava para jogar, ver vídeos, escutar músicas, tirar fotos...

A câmera de 1.2MP do Zire permitia boas fotos digitais para a época

Depois de um bom tempo, o Zire 21 que eu vendi para meu amigo começou a resetar aleatóriamente, apagando todos os dados (os Palms não tinham memória flash ainda e, se acabasse a energia, os dados era apagados, sendo necessário sincronizá-lo no computador para recuperá-los). Como ele já estava tão "viciado" no aparelho como eu, acabou comprando um Tungstein E2, um aparelho com características entre o Zire 72 e o Zire 21 e mais voltado para produtividade. Ele vinha com uma tela de 3", resolução de 320x320 pixels, processador de 200Mhz e uma memória flash (que não apagava dos dados caso acabasse a bateria) de 32MB.

Pessoal, como a matéria ficou muito grande, dividi em duas partes e amanhã coloco a segunda parte, ok? Bom domingo à todos!



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