05/08/2012

Meus celulares - do primeiro ao atual - parte 2 de 3

Dando continuidade ao primeiro artigo, vou falar de mais alguns aparelhos que já passaram por mim. Desta vez serão o Samsung D820, o Motorola Z6, o Sony Ericsson W200, o LG Cookie e o Nokia E63. Perceberam que tem os modelos de várias marcas? Pode-se dizer que eu experimentei um pouco do celular de cada fabricante...

Samsung D820
Samsung D820 - um super-aparelho p/sua época...
Depois de ser obrigado a trocar de celular após o roubo do meu Motorola V300, resolvi optar por um celular mais sofisticado. Também não aguentava mais celular cinza, queria um preto. Acabei encontrando um aparelho recém-lançado que tinha todas essas características, mas cujo preço era bem salgado. Tratava-se do Samsung D820, que apesar do preço se mostrou um bom investimento, ficando durante um período bem extenso comigo.
Suas características eram impressionantes para a época: Tela de 2.1" com resolução de 320x240; câmera de 1.3MP que tinha uma característica muito interessante de rotacionar para tirar auto-retrato; 74MB de memória interna e suporte a cartão micro-SD, com hot-swap; MP3 player; visual sofisticado, todo em preto e peso de 99 gramas. Isso numa época onde a maioria dos celulares tinham câmera de 0.3MP, tela com resolução de 176x220, nada de cartão de memória e capacidade de tocar MP3.

Devo acrescentar de que a tela era muito bonita, com uma qualidade muito superior à maioria dos celulares da época. Mas depois de muito uso, ele apresentou um problema no conector do carregador e acabei o aposentando. Nesse meio tempo eu o aposentei, pois sempre achei que celular quebrado ou não tem conserto ou fica muito caro o reparo.Depois de comprar o Motorola Z6, acabei arriscando levá-lo na autorizada e, para minha alegria e ira ao mesmo tempo, o conserto ficou por apenas 60 reais. Ou seja, o D820 ainda teve mais alguma sobrevida até pouco tempo atrás, onde apresentou um problema no teclado.

Motorola Z6

Sabe quando compramos algo sem usarmos nada da razão, somente por emoção? Com o Z6 foi assim. Eu só o comprei porque, com suas cores laranja e preto, o achei extremamente bonito e descolado. Acostumado à sempre pesquisar bem sobre algo antes de comprar, com ele a compra foi totalmente às cegas. Eu precisava de um aparelho pra substituir o D820 e escolhi ele na loja. Simples assim.


Pior é que eu tinha colocado em minha cabeça que só compraria aparelho da Motorola em último caso (fiquei traumatizado com a bateria do V300), mas vi que em se tratando de tecnologia, o melhor é nunca dizer "nunca"...

Mas o Z6 era um ótimo aparelho, mas apenas um pequeno avanço em relação ao D820, lançado pouco mais de um ano antes. Nas características, somente a câmera melhorou (2MP contra 1.3MP do D820), mas esta não se contorcia para tirar os auto-retratos que o D820 tirava.

Em compensação, o Z6 foi um dos primeiros aparelhos onde a Motorola usava um sistema baseado em linux. Ele tinha uma interface bastante melhorada em relação às linhas anteriores da Motorola. E, apesar do fato de usar linux a princípio não significar muito para o consumidor, isso abria uma nova porta para o Z6: as customizações.
Z-6: um aparelho descolado que quando comprei era assim...

E pela primeira vez,eu pude ter um aparelho onde poderia personalizar completamente a interface, os sons, a tela de abertura e encerramento do aparelho. Não era simplesmente trocar o papel de parede, mas alterar completamente a aparência, dos ícones até a barrinha de sinal e o menus, os sons de abertura e fechamento do aparelho, enfim, praticamente tudo.

Claro que isso não era uma coisa simples de fazer, precisávamos conectar o celular ao micro, "flashear" a memória (quem disse que isso começou na era Android?), mas o resultado compensava. E depois que se pega a prática, tudo fica mais fácil.

... e hoje como ficou. Detalhe que nunca o derrubei no chão!
A única coisa que eu não contava era com a capacidade da Motorola de projetar aparelhos com carcaça frágil. Lembra quando eu disse que comprei esse aparelho só por causa da sua beleza? Pois bem, tive um problema no conector de energia e o levei na autorizada para arruma. Quando o peguei de volta, notei somente no dia seguinte que uma parte da moldura, na altura da tela, tinha trincado. Como não vi isso na hora, fiquei no prejuízo e "desgostoso" com o celular.Depois foi o botão direcional que caiu, a tampa da bateria descascou e novas partes da moldura trincaram. Quem me conhece sabe como sou zeloso pelos meus aparelhos. Com o Z6 não foi diferente. Por isso fico impressionado de como o aparelho se deteriorou sozinho!

Ele continua funcionando até hoje, mas o visual dele está precário... Acabei encostando ele num canto, substituindo-o pelo LG Cookie. Mas antes disso eu comprei outro aparelho: o Sony Ericsson W200.



Sony Ericsson W200

Meu primeiro aparelho da Sony Ericsson veio de uma necessidade que eu tive, não pessoal, mas profissional. Acontece que no meu trabalho nós recebemos celulares corporativos e o meu aparelho era um modelo bem simples da Motorola . Resolvi comprar um aparelho melhor e compacto e colocar o chip da empresa nele. Acabei optando pelo W200 na cor preta e laranja (parece que eu gosto mesmo dessa cor, apesar de achar mais bonito o modelo branco e laranja). Era um aparelho simples, mas com recursos bem legais, principalmente os voltados à música. Seu fone de ouvido é melhor do que os de muitos aparelhos top lançados atualmente! Seu player de música era muito bom e esse aparelho era o meu preferido nas corridas e caminhadas. Embora esteja encostado, é um aparelho que funciona muito bem até hoje!

LG Cookie

O Cookie veio substituir o Motorola Z6, que apesar de funcional, estava com a carcaça toda trincada. Na época eu já estava querendo um celular com tela touch e minha dúvida estava entre o Cookie e o Samsung Star. Os dois aparelhos são tecnicamente muito parecidos, mas optei pelo Cookie por causa do cartão de memória hot-swap, que poderia ser inserido e retirado com o aparelho ligado (no Star, para ter acesso ao cartão, era preciso retirar a bateria). Também achei o Cookie um pouco mais rápido.



O Cookie teve um fim mais honroso: Hoje ele é usado por minha noiva e acabou escapando da gaveta...

Nokia E63

O E63 foi comprado numa época em que já existia o Iphone e alguns aparelhos Androids. Só que o Iphone era muito caro e um tanto limitado, enquanto que o Android ainda estava muito cru. Na época, eu usava o Cookie para acessar a Internet, mas isso era sofrível. Alguns sites nem abria. O Cookie permitia compartilhar fotos, desde que não fossem muito grandes. Essas limitações me irritavam. Um dia um amigo me mostrou em ação um Nokia E61 e fiquei maravilhado com as coisas que ele conseguia fazer. Navegar na Internet, compartilhar fotos, acessar email... era praticamente um computador! Mas ele tinha um sério problema: era feio demais! Mas fiquei bastante empolgado com a idéia de um smartphone Symbian.

Também queria um aparelho com teclado, então fiquei entre o E63 e o E71. Os dois são muito parecidos, mas o E71 é feito com um material melhor, possui uma câmera de 3.1MP (contra apenas 2MP do E63), possui GPS e 3G HSDPA (veloc. máx. de 3.6Mbps, contra 3G UMTS do E63, com veloc. máx. de 384kbps). O resto é tudo igual: tela, processador, memória... Mas o E63 tinha uma vantagem, o preço. Acabei optando mesmo pelo E63, que mesmo com o visual mais simples, era muito bonito com sua cor azul.

O E63 tem tamanho compacto, mas sua tela também é muito pequena

Com o E63, pela primeira vez tive acesso à mobilidade: acesso à Internet, email, redes sociais, compartilhamento de fotos... Como é bom ter o gostinho de liberdade em (praticamente) todo lugar... Fora que, como um bom smartphone Symbian, o E63 tinha acesso à milhares de aplicativos e jogos.

Este aparelho está até hoje comigo, onde carrego meu chip particular. Graças ao excelente teclado físico, o E63 é excelente para escrever mensagens e é um aparelho bastante compacto para um smartphone. Sua maior falha talvez seja a tela de 2.36", que é muito pequena pra tanta informação. Nem mesmo o Symbian, que atualmente é um sistema defasado, chega a atrapalhar. tanto que por diversas vezes considerei comprar o E6, que é uma evolução dos E63, E71 e E72. Sou muito grato ao E63 por ter me conectado numa época em que chips 3G não eram tão acessíveis.

O excelente teclado físico do E63: facilidade de digitar até com uma só mão.


Estamos chegando ao final e na próxima parte irei falar sobre os últimos aparelhos, o Motorola Milestone, o Galaxy SII e o Galaxy Note.

5 comentários:

  1. Voce poderia colocar o ano em que passou a ter cada aparelho, pra gente ter uma noçao de qual era 'top' em sua epoca.

    Marcos tony

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    1. Marcos, alguns é até difícil de lembrar em qual ano que foi... Mas vou tentar lembrar e atualizar o post. Mas tem um detalhe: Meu primeiro celular top foi o Samsung D820. Antes dele, o V300 era um aparelho entre o intermediário e top, o strike era um básico e os demais eram celulares intermediários. Na época do strike, ter celular top era possuir um Motorola StarTAC... Um abraço!

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  2. O startac foi o primeiro do tipo concha? lembro que ate nas novelas as ricas tinham ele. se nao me engano, a Branca em Por amor tinha um.
    hoje nao existe mais celular desse tipo? é tudo barra ou touch

    Marcos tony

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    1. Não sei se foi o primeiro, mas foi o mais famoso e o que despertou as atenções para este formato. Hoje em dia, com a popularização dos smartphones com tela touch, tá ficando cada vez mais difícil encontrarmos aparelhos assim... O problema é que os fabricantes lançam o que o mercado pede. Veja a febre que foi no passado os celulares tipo slide? Eu mesmo considerava o melhor formato de celular.

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  3. O Nokia 3320 era chamado freedom na Gradiente tb.
    Tinha esquecido desse mas nunca tive Gradiente. Lembro que eles eram mais caros. Em abril ou maio de 2002 um Nokia 8260 custava [aqui no interior de Minas] mais de 800 reais e o Gradiente, 100 a mais.

    Marcos Tony

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