14/08/2014

Qualcomm dominando mercado de chipsets?

A Intel está aí com a família Atom. A nVidia, com o ótimo Tegra 4/ Tegra 4i. A Samsung, que primeiro emplacou ótimos chipsets, mas que depois teve problema com sua linha Exynos, tenta dar a volta por cima com seus novos produtos. Mas quem está dando as cartas nesse mercado é mesmo a Qualcomm, com sua linha Snapdragon.
É impressionante como eles conseguiram criar toda uma família de sucesso em seus chipsets. Antes, já haviam modelos bons, com o S4. Porém, a linha Snapdragon conseguiu estar presente nos aparelhos de quase todos os principais fabricantes: Samsung, LG, Sony, Nokia, Motorola, HTC...
E não há muito mistério sobre o motivo: Ela conseguiu criar chipsets que englobam todos os mercados, desde o de entrada até o Premium. E em todos os seguimentos, são produtos muito bons, tanto em performance, quanto em consumo de energia.
O primeiro chipset da linha Snapdragon que saiu foi o 600, que equipa aparelhos como o Galaxy S4, Optimus G Pro e LG G Pad. Ou seja, era um chipset top do ano passado. Ele vem equipado com um processador quad core Krait 300 de até 1,9GHz (varia conforme o aparelho) e GPU Adreno 320. Até hoje tem um ótimo desempenho em apps e jogos.
Depois apareceu o Snapdragon 400 e o 800. O Snapdragon 800 é um "monstro", com performance inigualável entre os demais chipsets mobile no seu lançamento. Ele dá "um banho" de performance no Snapdragon 600 e equipa aparelhos como o Xperia Z1, Galaxy Note 3 e LG G2. O Snapdragon 800 é formado por um processador quad core Krait 400 de 2,3GHz (varia conforme o aparelho) e GPU gráfica Adreno 330.

O Snapdragon 400 veio suprir o mercado intermediário, de aparelhos, como o Moto G, Xperia M2, L90, Xperia T2 Ultra, etc. É um dos melhores para este mercado, motivo pelo qual ser escolhido por tantos fabricantes. Ele é formado por um processador quad core ARM Cortex A7 de até 1,2GHz e GPU gráfica Adreno 305.
Por último, a Qualcomm disponibilizou o chipset Snapdragon 200, com a promessa de oferecer uma boa performance até mesmo nos aparelhos mais baratos. E podemos dizer que ela cumpriu essa promessa. O Snapdragon 200 possibilita rodar o sistema de forma fluida e executar satisfatoriamente apps e jogos pesados. Ele é equipado com um processador dual core ARM Cortex A9 de até 1,2GHZ e GPU gráfica Adreno 302 (Adreno 305 em alguns modelos). Muitos aparelhos baratos usam esse chipset, como o Moto E, L80, L70, L65, Xperia E1...

Podemos ver que realmente a Qualcomm está dominando este mercado atualmente. Porém, todos os fabricantes citados no começo da matéria querem abocanhar uma parte desse mercado. A Intel, prevendo a possível decadência do mercado desktops, quer continuar relevante e marcar de vez uma presença no mercado mobile. A nVidia, que além das placas gráficas, já criou chipsets para PCs, quer diversificar seu negócio com chipsets mobile, apesar de ter todas as suas tentativas anteriores frustradas. Finalmente ela tem um produto bom para bater de frente com a Qualcom, através de seus chipsets Tegra 4/ 4i. E a Samsung, que tinha orgulho de fabricar os chipsets de seus próprios aparelhos, encontrou muitos problemas com sua família com processadores octa-core e se viu obrigada a utilizar os chipsets da parceira Qualcomm (ou seria concorrente?). Felizmente, a Samsung tem como política utilizar o componente mais poderoso em seus produtos premium, mesmo que este não seja um fabricado por ela mesma.

E não podemos deixar de citar a Mediatek, que tem criado chipsets bons e, sobretudo, baratos. Até a chegada do Snapdragon 200, praticamente todo smartphone ou tablet barato vinha com um chipset da Mediatek. E ela tem planos ambiciosos: quer lançar chipsets com grande performance para brigar pelo mercado premium. E ainda temos os chineses, que fabricam chipsets próprios e que raramente chegam ao ocidente.


Some-se a isso tudo o fato de que a Qualcomm "tirou o pé", lançando novos chipsets com pequenas evoluções apenas, como o Snapdragon 801, que nada mais é do que um 800 turbinado, talvez esse seja o momento dos concorrentes balançarem este mercado.

1 comentários:

  1. Fábio, lembra que no passado a Qualcomm era sinônimo de CDMA? Quando a tecnologia começou a ter um declínio (sendo substituída pela GSM) pensei que eles iam quebrar mas, (ao contrário de Nokia, BlackBerry etc) souberam enxergar os rumos que a tecnologia tomava e acabou se tornando ainda mais relevante.

    Marcos Tony Lehmann

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