03/04/2013

Motorola Razr i - Review

A Motorola já foi uma das mais relevantes empresa de telefonia que surgiu no mundo. Os mais velhos se lembrarão dos famosos Startacs e Ultratacs e, principalmente dos Razrs. Inclusive o Razr foi o seu maior sucesso, vendendo como água até o "boom" dos smartphones.

Depois ela ficou um bom tempo no limbo até ressurgir das cinzas com o seu primeiro Milestone, que mostrou ao mundo ao que o sistema Android viera. Porém, depois desse aparelho, ela não conseguiu mais repetir o sucesso, entrando num declíneo lento, mas constante.

Agora pertencente ao Google, a Motorola tenta voltar a ganhar mercado. E, mesmo ainda devendo um bom aparelho no segmento top, ela está lançando bons aparelhos no mercado intermediário. E entre eles está o Razr i.

O Razr i é um aparelho muito especial. Primeiro, por ter herdado o nome do mais bem-sucedido aparelho da empresa. Segundo, porque seu coração não usa um processador ARM como a maioria dos aparelhos com Android, e sim um genuíno Intel, com arquitetura x86, a mesma dos computadores e desktops com Windows.

E como ele se comporta? Ele ficou bom? É o que veremos logo abaixo.

Características
  • Tela de 4.3" Super Amoled, 16 milhões de cores, 540x960 pixels, dens. 256ppi
  • Processador single core Intel Atom Z2460 2GHz (x86)
  • 1GB de RAM 
  • 8GB memória flash (5GB disponíveis)+slot cartão micro SD
  • GPU PowerVR SGX540
  • câmera traseira de 8MP c/ auto foco e flash de led, grav. 1080p
  • câmera frontal 0.3MP p/ vídeo-chamadas
  • 3G HSDPA até 21Mbps, wi-fi a/b/g/n
  • Bluetooth 2.1 com suporte A2DP
  • Android 4.0.4 (upgrade p/ 4.1 em andamento)
  • bateria de 2000mAh
  • dimensões: 122.5 x 60.9 x 8.3 mm 
  • peso: 126 gramas

Design

O Razr i segue a linha de design atual dos aparelhos da Motorola, que por sua vez é bem diferente dos aparelhos de outros fabricantes. Ele possui linhas retas, levemente curvadas. A parte traseira é feita em kevlar (apenas a cor preta), mais resistente que outros materiais e o aparelho é lacrado, impedindo o acesso à bateria. Tudo isso somado aos parafusos, que ficam à mostra na lateral do aparelho, passam uma sensação de robustez, de que o aparelho não será danificado tão facilmente. Robustez que realmente se confirma, já que ele aguenta quedas melhor do que outros aparelhos. Mas é bom não abusar, mesmo com o aparelho contando com uma tela Gorilla Glass.

Na lateral esquerda, protegido por uma tampa de borracha, estão os slots para SIM Card e cartão micro SD. Neste lado também encontramos o conector micro USB. No lado direito está o botão liga/desliga/ travamento, o botão de volume e um botão dedicado à câmera (algo bom e difícil de encontrar em aparelhos Android).

Na parte traseira estão a câmera de 8MP (ele também tem uma câmera frontal de 0.3MP), o flash de led e um alto-falante para saída de som.

Disponível em duas cores, preta e branca, o visual do Razr i é muito bonito e irá agradar à todos, principalmente aos homens. Mas tenho visto que as mulheres tem gostado muito da cor branca, que ao meu ver tem dois defeitos: o vidro da tela continua preto (poderia ser branco, acompanhando o visual do aparelho); e a falta do kevlar na traseira, que tira um pouco da robustez da carcaça do aparelho (inclusive existem relatos que a traseira da cor branca está soltando os fios, em alguns casos).

Processamento

Aqui está o maior diferencial do Razr i. Enquanto que outros aparelhos utilizam processadores com arquitetura ARM, o Razr i utiliza um processador com arquitetura x86, a mesma dos PCs que rodam o Windows.

Isso gera várias dúvidas: o desempenho é bom? ele roda todos os apps? a bateria tem boa autonomia?

Felizmente as repostas são animadoras para todas essas questões. 


O desempenho é bom?

O Razr i utiliza um processador Atom Z2460 single core de 2GHz. Mesmo sendo single core, a sua velocidade, muito acima da média, garante um ótimo desempenho tanto em apps quanto em jogos. Some isso ao memória RAM de 1GB.

Ele roda todos os apps?

Todos não, porque alguns são incompatíveis. Só que isso não é exclusividade do Razr i. Praticamente todos os aparelhos não são capazes de rodar todos os apps, seja por causa da resolução da tela, da versão do sistema Android, por ter sido criado para uso em tablet... Mas ele roda a grande maioria dos apps e praticamente todos os apps famosos. O fato do processador ser um Intel x86 não atrapalha, pois apenas o sistema operacional (o Android) deve ser escrito especificamente para o processador. Os apps Android utilizam o Dalvik para rodar, uma espécie de máquina virtual Java. Dessa forma, basta que o aparelho tenha o Dalvik (e todos os Androids tem) para rodar os apps, independente da arquitetura do processador.

A bateria tem boa autonomia?

Os processadores Atom não tem fama de bom desempenho no mundo dos PCs, mas até lá eles são conhecidos pela economia de energia. No mundo mobile, essa economia de energia se repete, talvez não com a mesma eficiência dos processadores ARMs, mas a generosa bateria de 2000mAh garante uma excelente autonomia, muito acima da média de outros aparelhos. Dependendo do uso, é possível ficar dois dias como o Razr i sem recarregar.

Sistema

O Razr i roda o Android 4.0 (Ice Cream Sandwich) e já está em andamento a atualização para o Android 4.1 (Jelly Bean). Felizmente, a Motorola parece ter abandonado o antigo Blur e utilizou uma interface com poucas personalizações. E no que ela mexeu, houve uma melhora positiva.

A interface em si tem a cara do Android 4.0 puro. Porém, foi adicionado uma tela de atalho para várias funções, que pode ser acessada deslizando para a extrema esquerda. A maneira de acrescentar novas telas também é diferente, podendo utilizar um modo pré-determinado ou criar um totalmente personalizado. O aparelho já possui telas prévias para mídia e trabalho, por exemplo. 

Também existem alguns widgets exclusivos. A tela de bloqueio também possui atalhos para a câmera, sms e telefone. Já a gaveta de apps  e a tela de notificações segue o padrão do Android 4.0.


Câmera

A câmera traseira de 8MP possui foco automático e flash de led. Ela tem suporte à HDR, modo panorama e macro. Também é possível tirar fotos sequênciais com muita rapidez através do recurso Multi-shot (com fotos de até 4MP).

Também é possível realizar filmagens em até 1080p à 30 quadros por segundo. Ela tem um recurso de estabilização de vídeo, para aqueles que tremem demais as mãos durante a gravação.

Pessoalmente, gostei das fotos tiradas em ambiente de muita luz, mas encontrei um nível de ruído (pontos coloridos na imagem que aparecem quando ampliadas) maior do que em aparelhos de categoria inferior, fato que se repetiu no modo vídeo. Mas em geral, dá para se virar bem com a câmera do Razr i e, conhecendo a má fama da Motorola com câmeras, até que foi uma melhora e tanto.

Concorrentes

O mercado intermediário é onde ocorrem as disputas mais acirradas. Enquanto que no segmento de entrada todos os aparelhos tem características semelhantes, no intermediário encontramos todo tipo de opção. Na mesma faixa de preço do Razr i (1100 reais) você encontra o Galaxy SIII Mini e o SII Lite, o Xperia P e S, o LG L7 e até mesmo o Iphone 4, que sofreu um recente corte de preço. Isso para citar alguns exemplos, pois são muitas opções. O legal do Razr i é que é comum encontrá-lo com generosos descontos, até mesmo abaixo dos 900 reais.

Conclusão

O Razr i é um aparelho que veio para fazer sua história, sendo o primeiro no Brasil (e um dos primeiros no mundo) à vir com um processador da Intel. Mas para nós consumidores, o que importa mesmo é que o aparelho tem um excelente conjunto, apresentando uma performance ótima, duração de bateria excelente e descontos generosos, tudo isso com um design peculiar, bonito e resistente. Com certeza esse aparelho é uma compra indicada.

 

 
 
 

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