11/11/2012

Uma silenciosa revolução

Sempre fui um amante de tecnologia e experimentei novos gadgets antes de muita gente. Claro que nem sempre estive na vanguarda. Por exemplo, meu primeiro contato mais aprofundado com a Apple só ocorreu no ano passado, apesar de já ter fuçado antes em Ipads e Iphones. Por outro lado, tenho o Galaxy Tab 7 praticamente desde seu lançamento. Já passei por inúmeros smartphones, do meu primeiro Android (o Motorola Milestone) ao Nokia E63, rodando o saudoso Symbian. Também já tive celulares poderosos para sua época, como o Samsung D800, que exibia uma tela de "alta definição" e uma câmera que rotacionava para tirar auto-retratos. Esse eu comprei logo no lançamento e para se ter uma idéia de como um celular ficava muito mais tempo no mercado, um amigo comprou esse aparelho quase um ano e meio depois e ele ainda continuava atual.

Também fui o primeiro da minha turma a adotar um Palm (um Zire 22) e a trocá-lo por outro (o Zire 72). Também já tinha um celular com campainhas polifônicas numa época em que todos aparelhos só tocavam sons e musiquinhas simples. E o meu Motorola V300 chamava a atenção com sua câmera VGA,  já que outros celulares nem câmera tinham.

Enfim, esses dois parágrafos foram mais para embasar minha afirmação lá em cima (de que sempre experimentei novas tecnologias antes de outras pessoas). E, por ser minha paixão, é comum me ver sempre com algo novo.

Antes, objeto de desejo dos geeks, hoje bem de primeira necessidade.

Mas tenho percebido algo diferente acontecendo, uma grande mudança acontecendo nesse exato momento, quase imperceptível, mas que tem mudado o hábito das pessoas. Tenho visto pessoas comuns, que não são amantes de tecnologia, que não se importam em estar com o último aparelho, que sabem nada de informática, mas que incorporaram o uso dessa tecnologia em suas vidas.

Vejo pessoas utilizarem seus smartphones para ler notícias, acessar suas redes sociais, interagir com outras pessoas, registrar seus momentos, checar seus emails, compartilhar seus momentos, tudo isso de forma natural e corriqueira. Tão natural que até parece que elas sempre fizeram isso.

Usar smartphones e tablets para ficar conectado é algo comum hoje, mas a pouco tempo não era assim.


Só que se voltarmos a uns dois anos atrás, as coisas já eram assim? Todos tinham conexão 3G e conseguiam estar conectados o tempo todo? Existiam aparelhos e programas que permitiam fazer tudo o que fazemos, mesmo distante de nossos computadores e notebooks?

Pois é, a dois anos atrás, quase ninguém estava conectada o tempo todo. Mesmo aquelas pessoas "antenadas". Dois anos atrás, se quiséssemos ver vídeos no youtube, ler e escrever emails, ouvir música online ou navegar na internet, tínhamos que estar conectados a uma rede wi-fi ou cabeada e ficar presos em nossos micros ou laptops. Claro que já podíamos nos conectar a essa rede com o smartphone e navegar, mas qual a vantagem de fazer isso com um micro, teclado, mouse e uma tela de 15, 18 ou 20" ao seu lado?

Smartphone VS Computador. Usava-se mais a Internet no segundo, mas hoje a história é outra.

E se não haviam muitas vantagens, pouca gente se interessava em ter um smartphone. Somente geeks como eu tinham curiosidade em experimentar.

Mas hoje a coisa mudou. Mesmo nossas redes 3G ainda sendo meio capengas, o fato de podermos estar conectados em qualquer lugar, sem precisar de outra pessoa caridosa com uma rede para emprestar fez com que todos queiram estar conectados. Até a minha tia ou minha mãe. Mesmo a sua vó que não sabe nada de tecnologia, mas que quer postar no Facebook uma foto daquela macarronada de domingo que ficou uma delícia.

Mesmo ainda capenga, nossa rede 3G oferece conexão em quase todo lugar, nos mantendo sempre conectados.


Aonde eu queria chegar com tudo isso? Só queria que vissem, como alguns já vêem, que estamos no meio de uma revolução. Uma revolução silenciosa, mas que está mudando para sempre as nossas vidas. E para melhor, eu acho.


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