13/05/2012

Dos programas ao navegador e de volta aos apps


Antes da popularização da Internet, costumávamos instalar um programa para cada tarefa que pretendíamos realizar. Precisávamos de um programa para abrir fotos, outro para editá-las, um programa para editar documentos, outro para pesquisas escolares (enciclopédias eletrônicas)... Se queríamos consultar uma rua, teríamos que instalar um guia eletrônico; se queríamos ouvir músicas, precisaríamos instalar um player de música... e por aí vai.
O Wordstar foi um dos primeiros editores de texto do PC, numa época em que nem sonhávamos com a Internet.
Nesse ambiente, a escolha do sistema operacional era imprescindível, pois ele iria determinar entre quais opções poderíamos escolher. Vários programas, dentre eles os mais populares, só existiam para Windows, que acabou dominando o mercado de microcomputadores. Apesar de isso não ter sido o principal motivo desta dominação, com certeza foi um grande contribuinte.
Então apareceu a Internet e um mundo de novas possibilidades, que acabou se tornando um dos principais benefícios de se ter um computador. Tudo o que precisávamos era do computador, de uma conexão com a internet e de um navegador. Começou com o Netscape, depois o Internet Explorer reinou entre os navegadores até a chegada do Firefox, Chrome, Opera e Safari.
Os quatro grandes: Firefox, Chrome, Safari e Internet Explorer. Só faltou o Opera.
Com a internet em foco, os navegadores se tornaram cada vez mais relevantes e passaram até mesmo a serem confundidos com o sistema operacional. Os programas passaram a rodar dentro do navegador, independente do sistema operacional. Documentos, planilhas, apresentações, edição de fotos e vídeos, acesso às redes sociais, tudo poderia ser feito na internet através do navegador, não importa se sua máquina roda windows, linux ao Mac OS.

O Google Docs permite editar documentos no estilo do Microsoft Office, mas tudo através do navegador.
Isso ficou tão forte que o Google chegou a lançar o Chrome OS, que basicamente era um sistema operacional completo rodando em um navegador. Tudo indicava que as coisas ficariam assim mesmo, o sistema operacional se tornaria irrelevante perante os navegadores.
Então veio a Apple com o IOS do Iphone e do Ipad e seus apps (app= aplicativos, programas). Quer acessar o Facebook? Baixe o app... ou acesse uma versão limitada pelo navegador do aparelho! Twitter, editor de fotos, visualizador de documentos, todos precisam de um app. Até mesmo para ver notícias, fica melhor com algum app específico do que pelo navegador. E o Android seguiu na mesma linha, assim como o Windows Phone.
O Facebook saiu do navegador para se tornar um app de smartphone. A tendência é que isso aconteça também no desktop.
Agora até a próxima versão do Windows será mais focada em apps específicos! O Mac OS já possui até sua loja de apps... Os navegadores continuam importante, mas já não estão mais no topo e sua relevância vai diminuindo aos poucos...
Disso tudo, tiro duas conclusões: Ironicamente, a Apple pode até ter salvado o Windows de se tornar irrelevante ao diminuir a importância do navegador em detrimento dos apps; e que sinto como se andássemos em círculos, pois nada é realmente novo e sim reinventado...

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